OPAS/OMS apresenta estudo realizado em cinco capitais brasileiras
Com o objetivo subsidiar o desenvolvimento de campanhas educativas, a Organização Pan-americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde encomendou um estudo que traça o perfil e o padrão comportamental dos usuários das vias públicas em Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Palmas, Teresina. As cinco capitais participam da primeira etapa do Projeto RS-10/Vida no Trânsito, desenvolvido por um consórcio internacional nos 10 países responsáveis por quase metade das mortes em acidentes de trânsito no mundo.
A investigação foi realizada com uma amostra de duas mil entrevistas por meio de um estudo quantitativo transversal, que envolveu uma coleta de dados por meio de entrevistas telefônicas. O resultado foi apresentado pelo instituto de pesquisa em abril deste ano.
Entre as descobertas, que podem nortear também campanhas em outras capitais ou municípios, está a de que os incidentes e mortes no trânsito são o segundo tema que mais gerou preocupação entre os entrevistados. As consequências de um incidente de trânsito que mais preocupam os entrevistados são: tirar a vida de outras pessoas (98%), ter sequelas permanentes (98%), ser preso em casos de acidentes causados por excesso de velocidade ou embriaguez ao volante (85%).
A notícia com dados completos da pesquisa pode ser acessada aqui. Representantes das cinco capitais participantes do projeto Vida no Trânsito estarão em Porto Alegre no mês de julho falando das experiências em seus Estados no Congresso Internacional de Trânsito.
O Projeto Vida no Trânsito conta com financiamento da Fundação Bloomberg e coordenação global da Organização Mundial de Saúde (OMS) e suas agências regionais. No Brasil, além do suporte da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) tem a coordenação, aporte técnico e financeiro do Ministério da Saúde e o apoio técnico da Global Road Safety Partnership nas ações de capacitação das equipes técnicas das cidades. A John Hopkins University, junto a universidades brasileiras UFRGS, UFMG e PUC-PR, promove a avaliação externa do projeto no País.
