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DetranRS apresenta dados da acidentalidade da região de Pelotas em audiência pública

audiência pública em Pelotas coletou sugestões para a melhoria do trânsito
Audiência pública em Pelotas coletou sugestões para a melhoria do trânsito - Foto: Eunice Gruman_DetranRS

O Conselho Estadual de Trânsito do RS realizou no último dia 07 audiência pública em Pelotas para coletar junto à comunidade daquela cidade e de outros 30 municípios da Região Sul do Estado sugestões para a melhoria do trânsito no Rio Grande do Sul. Na ocasião, o DetranRS apresentou uma série de dados estatísticos inéditos da acidentalidade da região (clique aqui para ver a apresentação completa). A Escola Pública de Trânsito da Autarquia aproveitou a oportunidade para oferecer aos municípios, escolas e entidades presentes suas palestras, materiais educativos e cursos, que podem ser solicitados gratuitamente e que municiam uma crescente rede de multiplicadores. O projeto do Ministério da Saúde, Vida no Trânsito, atuante em Porto Alegre há seis anos com bons resultados, também está sendo divulgado através do DetranRS.

Compuseram a mesa diretiva, ao lado do presidente do CetranRS, Luiz Noé Souza Soares, e do Diretor Administrativo e Financeiro do DetranRS, Rodrigo Chies, o prefeito em exercício de Pelotas, Idemar Barz, o Secretário de Transporte e Trânsito do Município, Flávio Modaffar Al  Alam, o Tenente-Coronel Marcelo Carpes, representando o Comando Rodoviário da Brigada Militar, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Estado, inspetor João Francisco Ribeiro de Oliveira, e Vilnei Sessim, presidente do Instituto Zero Acidente.

O Diretor Rodrigo Chies, do DetranRS enfatizou a importância da educação em todos os níveis como instrumento da mudança de comportamento. Comentou que mesmo nas faculdades de Direito o estudo do Código de Trânsito Brasileiro é restrito, quando não inexistente. Para ele, na medida em que o conhecimento e o debate das questões ligadas ao trânsito se tornarem mais amplas e disseminadas na sociedade, maior será a consciência de todos de seu papel na construção de um trânsito mais seguro.

Esteve presente ainda o ex deputado Beto Albuquerque, proponente da lei federal 13.614/18 , que deu origem ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito. Ele lembrou que o Brasil é signatário da proposta da ONU para reduzir à metade o número de mortos até 2020, e a apenas três anos desse prazo, o País se encontra muito atrasado na efetivação até mesmo do estabelecimento de metas. Acrescentou que não apenas países desenvolvidos, como França e Espanha, já estão adiantados nesse propósito, mediante a apliação das abordagens de veículos , como também países da América Latina estão tendo sucesso, como por exemplo a Colômbia: “Bogotá criou uma campanha e ações em torno do lema A vida é sagrada, que combatiam tanto a criminalidade quanto a acidentalidade. Precisamos lembrar que perder um filho é uma tragédia, seja por arma de fogo, seja por atropelamento".

“A presença da bicicleta acalma o trânsito”. Para o Secretário Municipal de Transporte e Trânsito, o controle da velocidade tem efeito imediato na redução da acidentalidade e os ciclistas no trânsito levam os condutores a dirigir com mais vagar. A criação de ciclovias é um dos fatores que contribuíram para a redução do número de óbitos no trânsito pelotense registrada nos últimos anos, segundo ele, junto ao videomonitoramento e maior sinalização, a campanha Pacto pela Paz e as blitze integradas para melhoria do desempenho das equipes de fiscalização. Graças a medidas como estas, a redução de mortes de 2016 para 2017 nas vias municipais chegou a 46%.

O Comando Rodoviário da Brigada Militar apresentou seus programas de educação e de fiscalização através do Capitão Robinson Garcia, que falou dos formatos adotados para maximizar os recursos disponíveis através da ampla malha viária de circunscrição estadual.

“É uma questão aritmética simples: se temos somente 730 policiais em regime de escala para os seis mil km de rodovias federais no Estado, teremos no máximo uma dupla a cada 100 km. “ Assim, para o superintendente João Francisco Oliveira, da PRF, a conta da acidentalidade não deve ser creditada somente ao condutor. Ele considera que a infraestrutura viária é primordial e demanda investimentos consideráveis, e o mesmo se aplica aos recursos humanos .  Daí o foco a PRF nas infrações que mais matam – excesso de velocidade, ultrapassagem indevida, álcool e falta de uso de cinto de segurança.  “É importante lembrar que  os agentes atendem tanto questões de criminalidade quanto de trânsito.Se após uma abordagem for necessário levar um infrator à delegacia de polícia, o trecho ficará desprotegido.”  Lembrou ainda que o combate à acidentalidade passa por toda a sociedade, ambiente acadêmico, atendimento pré-hospitalar e hospitalar, por um melhor ciclo judiciário e chega na rejeição social do cidadão aos comportamentos de risco.

Para o representante do Lions de Pelotas, Daicy Teixeira, é preciso tornar mais clara a sinalização e a própria lógica dos sentidos das ruas da região: “quem não é da terra, facilmente entra na contramão.  Os estacionamentos também deveriam ser pensados de forma a evitar a obstrução da visão de quem cruza as vias.”

O Instituto Zero Acidente trouxe a preocupação com o retorno à educação mais básica, a que vem de casa, e que parece estar desaparecendo, na medida em que as famílias transferem à escola essa responsabilidade. Para Vilnei Sessin, presidente da ONG, o que vemos no trânsito é a repercussão do nosso comportamento em outros ambientes: “além de nos perguntarmos que trânsito queremos, precisamos pensar no que EU faço para ter o trânsito que quero.”

Microfone aberto ao público, surgiram inúmeras sugestões que foram gravadas e serão encaminhadas ao Departamento Nacional de Trânsito para compor as metas de ações para o próximo período. Entre elas, a definição e determinação dos recursos do Funset para financiar ações de segurança no trânsito, como já previsto na legislação; a necessidade de unificar a coleta de dados e os relatórios de acidentes, inclusive possibilitando o registro de causas múltiplas para os acidentes; a duplicação de rodovias para evitar colisões durante ultrapassagens; mais balanças e controle sobre o excesso de peso nas cargas transportadas; legislação para infrações com mais potencial lesivo bem mais dura; valorização dos agentes, inclusive protegendo-os com coletes à prova de balas; veículos já saindo de fábrica com bloqueadores de velocidade; educação mais focada nos habitantes das pequenas cidades, que circulam muito em rodovias deslocando-se para as cidades pólo; integração efetiva e funcional para melhoria da estatística; restrição de horários para transporte de cargas pesadas; educação para o trânsito em todos os níveis de ensino, entre outras sugestões.

O Pnatrans é coordenado no Estado pelo CetranRS, com apoio de DetranRS, Comando Rodoviário da Brigada Militar, Polícia Rodoviária Federal, Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, Federação das Associações de Municípios do RS, Associação Gaúcha de Municípios, União dos Vereadores do RS, Fundação Thiago de Moraes Gonzaga e Instituto Zero Acidente.

 

 


Presidente do CetranRS, Luiz Noé Soares

 

 


Diretor Administrativo e Financeiro do DetranRS, Rodrigo Chies

 


Prefeito em exercício de Pelotas, Idemar Barz

 


Beto Albuquerque

 


Maiquel Veloso, DetranRS 

 


Superintendente da PRF, João Francisco de Oliveira

 


Capitão Robinson Garcia

 


Presidente do Instituto Zero Acidente, Vilnei Sessim

 

João Silveira, EPT DetranRS

 


Secretário Municipal de Transporte e Trânsito de Pelotas, Flávio Modaffar Al Alam

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