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Operação Desmanche resulta na apreensão de 30 toneladas de sucata automotiva em Candelária

Um estabelecimento foi interditado e cerca de 30 toneladas de sucata automotiva recolhida em Candelária
Um estabelecimento foi interditado e cerca de 30 toneladas de sucata automotiva recolhida em Candelária - Foto: Divulgação/FT Operação Desmanche

POR ASSCOM/SSP

A 57ª edição da Operação Desmanche ocorreu nesta quinta-feira (22), em Candelária, no Vale do Rio Pardo. Um estabelecimento foi interditado e cerca de 30 toneladas de sucata automotiva recolhida.

A operação completa dois anos neste mês. O coordenador da força-tarefa, coronel Cesar Augusto Pereira da Silva, destacou que, desde sua primeira edição, em fevereiro de 2016, já foram mais de 60 pessoas presas. “Também interditamos 93 locais e apreendemos mais de quatro mil toneladas de sucata automotiva. Esse resultado é reflexo do grande trabalho realizado pelas instituições que integram a FT, e da colaboração da sociedade civil por meio de denúncias”, disse.

Trabalho integrado

A operação é resultado da união de esforços entre Polícia Civil, Brigada Militar (BM), Instituto-Geral de Perícias (IGP) e Detran/RS. Além disso, as peças apreendidas são encaminhadas para a Gerdau, que, a partir da parceria com o Estado, as transforma em material de trabalho e dá um novo destino para os objetos por meio de reciclagem. 

A ação já passou por 30 municípios: Candelária, Curumim, Soledade, Santa Maria, Carlos Barbosa, Sapiranga, Eldorado do Sul, Erechim, Guaíba, Porto Alegre, Cachoeirinha, Portão, Gravataí, Viamão, Sapucaia do Sul, Canoas, Novo Hamburgo, Montenegro, Pelotas, São Sebastião do Caí, Estrela, Parobé, Esteio, Alvorada, Camaquã, Caxias do Sul, Arroio dos Ratos, Capão da Canoa, Torres e São Leopoldo. 

Força-tarefa 

A força-tarefa foi designada pelo governador José Ivo Sartori para atuar na fiscalização dos estabelecimentos ilegais. Cada um dos órgãos envolvidos tem uma função específica nas operações. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) coordena o trabalho e define os alvos, por meio do Setor de Inteligência. O IGP tem a função de identificar peças roubadas e atua na parte criminal das operações, juntamente com a Polícia Civil, que também efetua as prisões. O Detran RS autua administrativamente as empresas e coordena a apreensão da sucata e sua destinação para reciclagem. A BM faz a segurança da operação com policiais do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM). 

Consulta a peças 

O consumidor pode ajudar a desestimular o comércio ilegal de peças usadas, comprando somente em empresas credenciadas ao Detran RS. Essas empresas têm, na fachada, o logotipo do órgão. Além disso, cada peça é vendida com código de barras e nota fiscal eletrônica. Também é possível consultar no site do Detran RS a relação de empresas credenciadas e fazer uma busca por peças e por município. Nos chamados Centros de Desmanches de Veículos (CDVs), além da garantia de origem lícita, as peças passam pelo aval de um responsável técnico, que atesta as condições de segurança.

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