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Operação Desmanche apreende mais de dez toneladas de sucata automotiva em Canoas

Além das peças apreendidas, o estabelecimento foi fechado e o proprietário encaminhado para a delegacia local
Além das peças apreendidas, o estabelecimento foi fechado e o proprietário encaminhado para a delegacia local - Foto: FT Operação Desmanche/SSP

A 52ª edição da Operação Desmanche foi desencadeada, nesta terça-feira (14), em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre. Um estabelecimento foi interditado por crime ambiental e o proprietário foi encaminhado para a delegacia de polícia da cidade. No local eram armazenadas substâncias tóxicas nocivas ao meio ambiente. Além disso, cerca de dez toneladas de sucata automotiva foram apreendidas. A ação visa a coibir o funcionamento de estabelecimentos irregulares, os chamados 'ferros velhos', além de combater a receptação e o desmanche de veículos roubados. 

Desde a sua primeira edição, em fevereiro de 2016, a operação já resultou na prisão de mais de 60 pessoas, além de 85 locais interditados e mais de três mil toneladas de sucata automotiva apreendidas. De acordo com a coordenadora da força-tarefa da Operação Desmanche, capitã Marta França Moreira, essa é a terceira vez que a operação acontece em Canoas. “Estamos intensificando as ações de fiscalização nas cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, pois sabemos que é uma área com bastante incidência desse tipo de crime”, apontou. 

Trabalho Integrado 

A operação é resultado da união de esforços entre Polícia Civil, Brigada Militar, Instituto Geral de Perícias e o Detran/RS. Além disso, as peças apreendidas são encaminhadas para a Gerdau que, graças a uma parceria com o Estado, as transformam em material de trabalho e dá um novo destino para os objetos com a reciclagem.

A operação já passou por 25 municípios do Rio Grande do Sul: Santa Maria, Carlos Barbosa, Sapiranga, Eldorado do Sul, Erechim, Guaíba, Porto Alegre, Cachoeirinha, Portão, Gravataí, Viamão, Sapucaia do Sul, Canoas, Novo Hamburgo, Montenegro, Pelotas, São Sebastião do Caí, Estrela, Parobé, Esteio, Alvorada, Camaquã, Caxias do Sul, Capão da Canoa e Torres.

Força-tarefa 

A força-tarefa foi designada pelo governador José Ivo Sartori para atuar na fiscalização dos estabelecimentos ilegais. Cada um dos órgãos envolvidos tem uma função específica nas operações. A Secretaria da Segurança Pública coordena o trabalho do grupo e também define os alvos pelo Setor de Inteligência. O Instituto Geral de Perícias tem a função de identificar peças roubadas e atua na parte criminal das operações, juntamente com a Polícia Civil, que também efetua as prisões. 

O Detran/RS autua administrativamente as empresas e coordena todo o trabalho de apreensão da sucata e sua destinação para reciclagem. A Brigada Militar, por fim, faz a segurança de toda a operação com policiais do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM). 

Consulta a peças 

O consumidor também pode ajudar a desestimular o comércio ilegal de peças usadas, comprando somente em empresas credenciadas ao Detran/RS. Essas empresas têm na fachada o logotipo da autarquia, e cada peça é vendida com código de barras e nota fiscal eletrônica. Também é possível consultar no site, a relação de empresas credenciadas ao Estado. Nos chamados Centros de Desmanches de Veículos (CDVs), além da garantia de origem lícita, as peças passaram por aval de um responsável técnico, que atesta suas condições de segurança. No link também é possível fazer uma busca por peças e por município.

Texto: Carine Bordin/Ascom SSP
Edição: Léa Aragón/ Secom

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