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Rio Grande do Sul contabiliza 4,2 mil pedestres mortos em dez anos

Mais da metade dos atropelamentos aconteceram em vias municipais.
Mais da metade dos atropelamentos aconteceram em vias municipais. - Foto: Rafaela Masoni_DetranRS

Nesse dia 08 de agosto, quando é comemorado internacionalmente o Dia do Pedestre, o Rio Grande do Sul não tem muito o que celebrar. Levantamento do Detran/RS para a data mostra dados alarmantes. Foram 4.226 pedestres mortos de janeiro de 2007 a junho de 2017 (parcial). As maiores vítimas são idosos acima dos 65 anos, que representaram 30% do total de mortos em atropelamentos.

No período, morreram no trânsito 679 pedestres entre 65 a 74 anos e 601 com mais de 75 anos. As crianças também demandam atenção. Duzentos pequenos de 0 a 10 anos morreram na condição de pedestres entre 2007 a 2017. As mulheres, que no geral são cerca de 20% das vítimas no trânsito, entre os pedestres mortos no período são 33%.

Atropelamentos

Mais da metade dos atropelamentos (2.314) aconteceram em vias municipais. Distribuídos proporcionalmente entre os dias da semana, há uma incidência um pouco maior nas sextas-feiras, sábados e domingos. O turno da noite, a partir das 18h30, concentra a maioria das ocorrências (cerca de 45%). Os veículos que se envolvem mais em acidentes com pedestres são automóveis (39%), seguidos de motos e motonetas (17%) e caminhões (13%).

Pontos críticos

Análise dos acidentes no período de 2010 a 2016 mostra que a localidade com maior número de atropelamentos fatais foi a RS 040 em Viamão, com 75 mortes no período. O segundo ponto é a BR 290 em Porto Alegre, com 41 atropelamentos. Na sequencia do ranking das localidades mais perigosas para pedestres está a BR 392, em Rio Grande, com 29 mortes, seguida da avenida Dorival Cândido Luz de Oliveira, em Gravataí, e da avenida Assis Brasil em Porto Alegre, ambas com 24 atropelamentos com morte.

Enfrentamento

Convencida da importância da segurança para estimular uma mobilidade ativa, a Escola Pública de Trânsito do Detran/RS tem realizado uma série de ações de educação, especialmente para qualificação de professores de Ensino Fundamental e formação de multiplicadores  em educação no trânsito para o pedestre idoso.

O Curso de Educação para Pedestre da já está na sua 14ª edição e qualificou 265 professores para trabalhar o tema em sala de aula e formar pedestres mais conscientes desde os primeiros anos de vida. Já o curso de multiplicadores,  realizado em conjunto com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC),  é dirigido a líderes de grupos de idosos e profissionais envolvidos com o cuidado de idosos nas áreas da saúde, assistência social e esporte. A atividade está inserida no Projeto Vida no Trânsito, coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde, e busca atingir o público mais vulnerável aos atropelamentos. 

Para o diretor-geral do Detran/RS, Ildo Mário Szinvelski, os benefícios do chamado deslocamento ativo se estendem para além da saúde física. Passam pela saúde mental, qualidade de vida, sociabilidade e uma relação mais próxima com a própria cidade. “Por isso é importante – além de educarmos pedestres e motoristas – cuidarmos da infraestrutura. Calçadas melhores, tempos adequados em semáforos, faixas de pedestre em bom estado são chamarizes para os pedestres ocuparem as ruas”.

 

 

 

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